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Vaz Monteiro: implante de marcapasso em paciente de 106 anos e inúmeros procedimentos cardiológicos complexos com sucesso

Lavras — MG Maio de 2025 Cardiologia · Hemodinâmica
Equipe médica em procedimento cirúrgico no Hospital Vaz Monteiro
Equipe do serviço de Cardiologia e Hemodinâmica do Hospital Vaz Monteiro durante procedimento.

Nas últimas semanas, o Hospital Vaz Monteiro realizou uma série de procedimentos cardiovasculares diagnósticos e terapêuticos com absoluto sucesso incluindo correções de arritmias, aneurismas e obstruções arteriais. Algo que somente uma instituição reconhecida como referência entre cidades do interior do país no setor de cardiologia de alta complexidade seria capaz de realizar de forma tão assertiva.

106 anos
Idade do paciente que recebeu marcapasso definitivo — aparentemente o mais idoso registrado no país
48h
Tempo até a alta hospitalar após o implante
12+
Pacientes em estudos eletrofisiológicos e ablações só no mês de maio

Marcapasso aos 106 anos

Sem dúvida, um desses procedimentos chama a atenção pelo fato de um paciente de 106 anos, aparentemente o mais idoso registrado no país, ter recebido o implante de marcapasso definitivo. O paciente diagnosticado pelo Dr. João Tomaz Vieira de Souza foi encaminhado para internação e preparado pela equipe multidisciplinar para receber o marcapasso pelas mãos do cirurgião cardiovascular Dr. Leandro Furtado Silva, numa intervenção de absoluto sucesso. O paciente recebeu alta em 48 horas após a cirurgia e foi para casa, onde retomou suas atividades habituais.

Segundo o Dr. Leandro, "apesar da idade se trata de um homem lúcido, ativo que se beneficiou imensamente do implante, já que imediatamente após o procedimento os sintomas que apresentava cessaram, o que permitiu a volta para casa e para sua família recuperado".

Aneurisma grave de aorta abdominal em paciente atendido pelo SUS

Além desse caso singular, outro paciente idoso, este de 80 anos, acompanhado pelo seu cardiologista Dr. Marcos Cherem, que apresentava um grande aneurisma de aorta abdominal, com alto risco de complicações graves, geralmente fatais, foi submetido através do SUS à correção percutânea, sem a necessidade de abertura do abdome, igualmente com sucesso. O procedimento, realizado pelo Dr. Dirceu Dias Barbosa Sobrinho, levou cerca de duas horas, com o paciente recebendo alta 48 horas após o procedimento.

"A cirurgia a céu aberto em casos como esses, para pacientes idosos e com outras comorbidades, apresenta possibilidades maiores de complicações e até óbito. Com a intervenção percutânea, pouco invasiva, os riscos diminuem imensamente e a recuperação é mais rápida", afirmou o Dr. Dirceu.
Médicos acompanham imagens em monitores durante procedimento percutâneo na sala de hemodinâmica
Procedimento percutâneo guiado por imagem na sala de hemodinâmica do Vaz Monteiro.

Estenose aórtica (TAVI)

Um terceiro paciente de 82 anos, morador de cidade vizinha, na microrregião de Lavras, chegou em estado grave ao hospital devido a uma doença limitante da valva aórtica (estenose aórtica). Sem condições para cirurgia aberta, foi conduzido para troca valvar percutânea, sem necessidade de abertura da cavidade torácica (TAVI), tendo evoluído com melhora e posterior alta hospitalar.

"A TAVI veio revolucionar o tratamento pouco invasivo das doenças de válvula aórtica em pacientes graves, idosos ou sem condições mínimas para realizar uma cirurgia aberta devido ao alto risco de complicações", explica o Dr. Marcos Cherem.

Correções de arritmias complexas

Apenas nesse mês de maio, mais de 12 pacientes foram ou serão submetidos a estudos eletrofisiológicos e ablações de arritmias complexas, inclusive pelo SUS, sejam visando eliminação de fibrilação atrial, taquicardias ventriculares e supraventriculares, entre outras patologias. Além desses, foi realizado também um implante de ressincronizador cardíaco, algo que só o Vaz Monteiro é capaz de realizar na região. Esses equipamentos, uma evolução dos marcapassos tradicionais, permitem que corações com bloqueios elétricos e perda da capacidade de bombear o sangue de forma eficiente possam se recuperar parcialmente, reduzir ou eliminar os sintomas de insuficiência cardíaca.

Equipe médica acompanha estudo eletrofisiológico em monitores na sala de hemodinâmica
Equipe durante estudo eletrofisiológico: ablações de arritmias complexas também pelo SUS.
Para o Dr. Antônio Alceu dos Santos, "o Vaz Monteiro, com toda essa estrutura física, tecnológica e a equipe altamente capacitada, permite oferecer à comunidade uma cardiologia de altíssimo nível aqui em Lavras, como habitualmente só encontramos em grandes centros".

Credenciamento pelo SUS

Segundo o Dr. Marcos Cherem, "uma das maiores satisfações que temos tido no hospital é poder trazer, desde 2024, procedimentos e tratamentos de ponta em cardiologia aos pacientes do SUS encaminhados pelas cidades da nossa microrregião para o Vaz Monteiro. Isso se deu através de um programa federal que nos credenciou para esse tipo de atendimento de alta complexidade. Antes eram meses ou anos aguardando na fila e ainda a necessidade de longos deslocamentos para grandes centros em busca de soluções que salvam vidas. Esperamos manter e ampliar esse trabalho, caso nos deem condições para isso".

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